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Hospital Albert Schweitzer não tem como funcionar, dizem diretores

21/12/2015

Conforme noticiou o portal G1 nesta segunda-feira (21), diretores do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foram à delegacia neste final de semana para afirmar que não têm condições de manter o hospital funcionando. Faltam materiais fundamentais para o atendimento aos pacientes. Os médicos e enfermeiros também estão com os salários atrasados, como mostrou o Bom Dia Rio.

Os diretores da unidade afirmam que procuraram a Polícia Civil como uma medida preventiva para não serem responsabilizados, no futuro, por omissão de socorro causada pela falta de condições da unidade de saúde. Eles afirmam que o local não dispõe mais de medicamentos, máquinas e insumos básicos para manter o local operando normalmente.

Os médicos e enfermeiros também estariam sem receber os salários de novembro e também a segunda parcela do 13º salário. O Hospital Albert Schweitzer já possui vários leitos fechados: são 23 no CTI adulto, quatro no semi-intensivo adulto, quatro no CTI pediátrico e dez na enfermaria neonatal.

Ao longo do dia, várias famílias sofreram com a falta de atendimento no local. Alguns pacientes eram examinados e encaminhados para o Hospital Souza Aguiar, que fica a quarenta quilômetros de distância.

“Eu me sinto constrangido, diminuído. O cidadão paga os impostos, ele tem os seus direitos e deveres e, na hora de receber os direitos, ele não recebe”, afirmou o familiar de um paciente.

Outro familiar afirma que não há nem material de sutura para atender a população.

“Somente os casos mais críticos, na parte da área vermelha, no caso a emergência. Os pacientes estão sendo encaminhados para as UPAs de município”, informou um funcionário que preferiu não se identificar.

Ele afirma que os poucos profissionais que ainda trabalham no local não possuem material para prestar um atendimento seguro. “Não tem material, os insumos não têm. Não tem equipamento. Só tem um enfermeiro, por exemplo, na enfermagem. Ele está fazendo todo o tratamento. Ele acolhe, faz a classificação e atende após o atendimento do médico”, contou o profissional, se referindo a situação do setor de pediatria.

A Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo Hospital Albert Schweitzer, afirma que está reunindo esforços para manter o local funcionando, mas que a situação só será normalizada quando os repasses para o Fundo Estadual de Saúde for regularizado.

Fonte: G1

 

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