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O descaso da profissão só aumenta a crise nacional

 

 

Em 30 de novembro de 2010, uma parcela da sociedade médica se mobilizou para tentar resgatar o respeito que é devido a todo ser humano, seja ele médico ou paciente. O Sindmed do Grande ABC apoia o movimento da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) que tem por objetivo levar ao conhecimento da sociedade a humilhante situação pela qual passam os ginecologistas e obstetras.

 
 
 
 
Entendendo a ação da SOGESP: “Um dia por mais respeito”
 
A proposta foi de paralisação para o atendimento eletivo aos planos de saúde, devendo apenas ser atendidos casos de urgências e emergências.
 
Um dos objetivos é que a sociedade conheça a realidade daquele(a) que é responsável por trazer vidas ao mundo em segurança. Esses profissionais têm seus honorários, em São Paulo, taxados vergonhosamente, por alguns convênios, com o valor bruto de R$ 25,00 ou menos por uma consulta, restando ao médico cerca de R$ 5,00 depois de descontados tributos e despesas para manutenção do consultório.
 
Para a realização do parto, alguns planos remuneram com valores que vão até R$ 200,00, ou seja, se contabilizarmos temos que a mãe ou o filho custam apenas R$ 100,00. Será esse o valor de um ser humano?
 
A SOGESP espera que com a conscientização da sociedade, os médicos sejam mais valorizados e respeitados, para que continuem cumprindo as atividades de tanta responsabilidade como fazem, porém com mais de dignidade.
 
 
 
 
Infelizmente essa situação de descaso com o profissional médico não acontece somente com esses especialistas, mas com todos os médicos brasileiros. Os médicos que salvam também precisam ser salvos. É necessário pensar e formalizar um movimento que garanta o retorno à dignidade do médico e do paciente.
 
Muitos médicos sofrem pressões que são verdadeiras torturas psicológicas, chegando a afrontar a dignidade do profissional, como por exemplo, os leilões de emprego, onde existem ofertas de trabalho de baixa remuneração e a ameaça de que se  o médico não aceitar as condições impostas pelo contratante, tem quem aceite. É chegada a hora de nos unirmos para garantir não só um salário justo e digno, mas também para garantir o correto atendimento ao paciente.
 
Médicos: é necessária nossa união!
 
 
Abraços e até breve.
 
Ari Wajsfeld
 
 
 

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